• Dalvimar Gallo

20th março 2009

Quando eu canto Deus põe o ouvido em minha alma

O motivo pelo qual escrevo esse texto é a partilha. Muitas pessoas me perguntam sobre como componho, como me vêm as letras, as inspirações. Perguntam se é num momento de adoração, de oração ou até mesmo andando no meio da rua.
Claro, sempre é em oração! O lugar é sempre Deus quem escolhe.
“Vou te dar um meio de louvar a Deus durante o dia inteiro, se quiseres: Tudo o que fizeres, faze-o bem e terás louvado a Deus” (Santo Agostinho) .
Outras pessoas me perguntam: você consegue falar com Deus? Ou dizem: acha mesmo que ele te ouve? E outros até me pedem: se você tem mesmo certeza que Deus te ouve me ensina a falar com ele.
A resposta é Santo Agostinho quem dá: “Se nunca deixares de viver piedosamente, tua boca poderá calar, mas tua vida clamará bem alto e Deus porá o ouvido em teu coração” .
O que lhe garanto é que somos filhos de Deus e podemos chegar a ele através de nossas súplicas, louvores e ações de graça, pois o Senhor está sempre pronto a ouvir seus filhos. Já se imaginou nessa situação: Deus colocando o ouvido dele no seu peito para ouvir a sua alma?

A importância da música para nós e para Deus

A palavra salmos vem da expressão grega psalmói, que significa “canções para instrumentos de cordas”. Quando rezamos os salmos, somos nós que falamos ao Esposo. Quando lemos os salmos é o Esposo que nos fala.
O salmo é justamente o que nos revela a eterna proximidade divina. Deus sempre está perto e sempre estará nos ouvindo. Significa “segurança” Por isso Santo Agostinho diz que quem canta reza duas vezes e que cantar é coisa de quem ama.

O canto sagrado é um raio-X da nossa alma

Quando cantamos, revelamos ao nosso Deus nossas misérias e alegrias. Nossos desesperos e esperanças. Nossas dores e refrigérios. Medos e confianças. Quando cantamos, colocamos à flor da pele toda a emoção do espírito humano. O salmo, em particular, é a palavra do ser humano a Deus e a palavra de Deus ao ser humano. 
Quando você se sentir desamparado, perseguido, injustiçado e até ameaçado de morte, busque refúgio nos salmos, reze e cante-os e você encontrará consolação, segurança, abrigo e sentido para sua vida. “Em meio à adversidade, vós me conservais a vida, estendeis a mão contra a cólera de meus inimigos” .
Minha vida tem clamado em alta voz, em forma de canções. Por mim, por minha família e por todos os que me pedem oração. Por aqueles pelos quais me compadeço. Por aqueles que eu conheci nas missões e principalmente pelos que têm vivido uma vida subumana. Tenho tentado ser a “boca” de Deus na Terra. Só Deus sabe o que seu povo precisa e eu me ponho à disposição dele para trazer ao povo, em forma de música, seus carinhos de Pai.
Não sou digno de escrever tais canções. É uma mentira dizer que vivo o que canto e que canto o que vivo. Não é assim! Quem de nós está preparado pra receber Jesus Eucarístico? Na música também é assim.
Por outro lado, eu canto sim a esperança de continuar buscando a santidade, de um dia ver nossos jovens vivendo a castidade de verdade, de buscar ser digno diante de Deus, de viver tudo que está contido nas letras que escrevo. A esperança de alcançar e contemplar a glória de Deus.
Porém existe em mim, e acho que em todo poeta, certa frustração por não conseguir exprimir em uma letra de música toda a experiência que Deus nos proporciona.

DALVIMAR GALLO

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5th março 2009

Alivie seus fardos

QUANTO A VC, VOU TE DIZER ALGUMAS COISAS QUE ME VIERAM NAQUELES POUCO MOMENTOS EM QUE TE OLHEI…
EU VI UMA PESSOA COM TUDO O QUE ELA ENFIOU NA BAGAGEM… VI UMA PESSOA CAMBALEANDO PELOS TERMINAIS DE AEROPORTOS E ENTRADAS DE HOTEIS, COM MALAS ABARROTADAS, BOLSAS A TIRA COLOR PESADÍSSIMAS, MOCHILAS E SACOLAS… VÍ VOCE COM DOR NAS COSTAS, PÉS QUEIMANDO, PÁLPEBRAS CAÍDAS… ASSIM EU TE VI…

ÀS VEZES, NÓS SOMOS PESSOAS ASSIM - SE NAO COM NOSSAS BAGAGENS FÍSICAS, AO MENOS COM NOSSAS CARGAS ESPIRITUAIS.

TODOS NÓS ARRASTAMOS FARDOS PARA OS QUAIS NAO FOMOS FEITOS. NÃO NOS PERTENCEM. MEDO, PREOCUPAÇAO, DESCONTENTAMENTO.

NAO ADMIRA FICARMOS TAO CANSADOS. ESTAMOS EXAUSTOS DE CARREGAR EXCESSO DE BAGAGEM.

NAO SERIA ÓTIMO PERDER ALGUMAS DESSAS MALAS?

LARGUEMOS ALGUNS DESTES CARREGAMENTOS PARA O QUAL NAO FOMOS FEITOS… ELES NAO NOS PERTENCEM…
EIS ALGUNS DELES:

O FARDO DA AUTOCONFIANÇA
O FARDO DO DESCONTENTAMENTO
O FARDO DO CANSAÇO
O FARDO DA PREOCUPAÇAO
O FARDO DO DESESPERO
O FARDO DA CULPA
O FARDO DA ARROGÂNCIA
O FARDO DO TÚMULO (A ESPERA DO CÉU)
O FARDO DA AFLIÇAO
O FARDO DO MEDO
O FARDO DA SOLIDÃO
O FARDO DA VERGONHA
O FARDO DO DESAPENTAMENTO
O FARDO DA INVEJA
O FARDO DA DÚVIDA
O FARDO DA SAUDADE

“VINDE A MIM” ELE CONVIDA “TODOS OS QUE ESTAIS CANSADOS E SOBRECARREGADOS, E EU VOS ALIVIAREI”. (Mt 11,28)

SE PERMITIR-MOS A DEUS, ELE TORNARÁ MAIS LEVE O NOSSO FARDO.
PORÉM, COMO PERMITI-LO?
POSSO DAR UMA DICA?

POSSO CONVIDAR UM VELHO AMIGO PRA NOS MOSTRAR?

“O SENHOR É MEU PASTOR E NADA ME FALTARÁ, ME FAZ DEITAR EM VERDES PRADOS, GUIA-ME MANSAMENTE ÀS ÁGUAS MAIS TRANQUILAS. REFRIGERA A MINHA ALMA. GUIA-ME PELAS VEREDAS DA JUSTIÇA POR AMOR DO SEU NOME. AINDA QUE EU ANDASSE PELO VALE DA SOMBRA DA MORTE, NAO TEMEREI MAL ALGUM, PORQUE TU ESTÁS COMIGO. A TUA VARA E O TEU CAJADO ME CONSOLAM. PREPARAS PARA MIM UMA MESA PERANTE A MIM NA PRESENÇA DOS MEUS INIMIGOS. UNGES A MINHA CABEÇA COM ÓLEO, O MEU CÁLICE TRANSBORDA. CERTAMENTE QUE A BONDADE E A MISERICÓRDIA ME SEGUIRÃO TODOS OS DIAS DA MINHA VIDA; E HABITAREI NA CASA DO SENHOR POR LONGOS DIAS”. 

LIVRE-SE DOS SEUS PESOS E FARDOS
DALVIMAR GALLO

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2nd outubro 2008

Tão simples assim

 

Sim, é a festa do Deus que se faz pão. É simples assim! Deus anda com os simples, enaltece os humildes, dá inteligência aos pequenos, abre o sentido aos puros e desconcerta os soberbos, escondendo-lhes a graça.

A hóstia simplesmente entra pela nossa boca, descendo pela nossa garganta, dissolvendo-se e fundindo-se ao nosso sangue e à nossa carne. E assim Deus, com o nosso consentimento, nos transforma em novos homens e novas mulheres a cada Eucaristia. A palavra aqui é aperfeiçoamento. Ele nos aperfeiçoa a cada Eucaristia. É simples assim! O Deus-homem, que alimenta a humanidade a cada missa, a cada celebração.

Não tenho dúvidas de que seu mistério é insondável. Mas também não tenho dúvidas de que, encontrando o Cristo-Homem, encontraremos o Cristo-Deus. Mas sua misericórdia e amor são simples, porque o Senhor é simples. É Deus na vida do homem. O divino encontrando o humano e o tornando divino. Sim, é isso o que acontece na Liturgia! A quem tem medo do Senhor por ele ser o todo poderoso, eu afirmo: Em Deus, a força toda poderosa que existe é a do amor. O Deus sensível que chora conosco, que nos toca. O Deus no qual podemos e devemos confiar, que caminha ao nosso lado, que nos ouve e fala conosco. O Deus que nos alimenta. Sim, é simples assim.

Mas confesso que nem que eu juntasse todas as palavras do mundo, jamais conseguiria mostrar numa canção as cores da misericórdia que me é revelada por Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

Quer ver esse Deus simples?

Dê um prato de comida a quem tem fome. Cubra alguém que esteja na rua, passando frio. Doe um de seus dias para um deficiente. Visite hospitais, prisões, asilos e crianças num orfanato e você terá visto Deus. É simples assim. Experimente isso! Eu experimentei e recebi o “Pão dos Anjos”.

Certo dia, eu estava em São Paulo, enfurecido por vários motivos. Minha cabeça estava atravancada e o meu coração não tinha paz. Pensava em tudo, menos em Deus. Então, deixei o hotel onde estava hospedado e saí a pé, caminhando pelas ruas da cidade. Não demorou muito e eu estava no Vale do Anhangabaú. Quando olhei para frente, vi muitas pessoas deitadas no chão, tentando se cobrir com papelões e pequenos cobertores. Fiquei com muita vergonha de mim mesmo. Eu era egoísta demais, olhando apenas para os meus problemas. Ali eu vi que não tinha problemas. Entrei no primeiro bar que servia marmitas e perguntei: quanto custa um prato de comida? O dono do bar me respondeu: três reais. Enfiei a mão no bolso e vi que tinha trezentos reais e então pedi ao dono do restaurante: por favor, eu quero 100 marmitas. O homem me olhou assustado. Então eu repeti: é isso mesmo, são 100 marmitas. Vamos fazer assim: o senhor vai fazendo aos poucos que eu vou buscando e vou levando pra turma ir comendo. E lá fomos nós naquela empreitada.

Acho que nunca me senti tão feliz na minha vida. Nunca tinha visto tanta gente comendo ao mesmo tempo. Eu tinha encontrado o Cristo-Homem e assim, simplesmente, ele próprio me levou a encontrar o Cristo-Deus.

“O cristão é um outro CRISTO” (São Cipriano).

Reze comigo:

A mesma mão pregada na cruz, eu a sinto sobre minha cabeça. O mesmo dedo que riscou o chão, inocentando aquela mulher que era acusada de adultério, eu o sinto tocando minha fronte, tocando meu rosto.

Penso em ti, meu Deus, morrendo por mim na cruz!

Agora entendo que o madeiro nunca teve nada de especial. A pessoa pregada nele é que o tornou santo. O Santo Sudário só é santo porque o Senhor foi enrolado nele e o santificou. Foi assim com a cruz também. E é assim com os corações dos homens.

Sendo assim, eu peço a ti, meu Deus: adentre meu coração no Sagrado Sacramento da Eucaristia e não será mais o meu coração que importará e sim o Deus que estará em meu coração. Pois meu coração é pobre, sujo e apenas o Senhor pode enriquecê-lo com a beleza contida na Eucaristia e assim limpá-lo, pois tu és o Santo dos Santos.  Obrigado, Jesus.

 

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19th junho 2008

Do aprendiz de poeta aos artistas cristãos

 Hoje, não quero me dirigir somente aos músicos, mas a todos os artistas cristãos. Aos poetas, aos compositores e autores, a atrizes e atores, a pintores e professores e a tantos que exercem o dom da arte dada por Deus.

 Quero me dirigir ao artista que mora dentro de ti. Mesmo que nem ainda tenhas notado isso e deixado aflorar esse dom!

 Que a tua arte sirva para fazer o ser humano enxergar humildemente o amor disfarçado em música e vestido de poesia e tantas outras artes.

 Que cada frase das tuas canções se torne uma fotografia.

 Que Bastem duas palavras em uma canção para nascer uma cena de perdão e misericórdia na mente e no coração dos filhos e filhas de Deus.

Que os poetas ensinem
Que os aprendizes queiram ardentemente aprender.

Tenho certeza que dentro de ti, meu irmão e irmã, encontra-se o poder que Deus te destinou para ser transformado em grandes palavras, melodias, ensinos, obras, enfim, em grandes feitos para a humanidade, exatamente como o sol que fornece vida às flores perfumadas do campo.

Não há música católica no mundo como a música católica do Brasil.
Permite que eu te chame assim então:
Meu amigo representante da arte celestial.
 Alegre-se, pois tu representas a boca da justiça e o livro da vida.
 Contente-se, pois tu és a fonte da virtude para os que a buscam.
 Em marcha, pois Deus te constituiu para ser o pilar da integridade para aqueles que te seguem.
 E se acaso a desgraça te derrotou algumas vezes, saiba que ela é a mesma força que ilumina teu coração e faz elevar tua alma do fosso da zombaria ao trono da admiração.
 Meu querido artista de Deus: Que tuas canções sejam o amanhecer, entre o adormecimento e o despertar.
 Que a tua mais triste canção tenha o poder de suavizar nossos sentimentos.
 Que a tua mais alegre canção tenha o poder de cicatrizar nossos corações feridos.
 Que tua arte nos faça lembrar sempre, que a Divindade é a parte verdadeira do homem. Não pode ser vendida a peso de ouro; nem pode ser acumulada como são as riquezas do mundo de hoje.
 Que tua arte tão rica e tão simples alerte tantos jovens que se esqueceram de seu Deus e buscam apenas auto-absolvição e prazer.
 E se alguma vez chorou, meu artista amigo, saiba que as lágrimas que verteu, têm mais pureza que o riso estrondoso daquele que se mostra forte e intocável. tuas lágrimas contêm a doçura que não há na ironia do sardônico.
 Que as tuas lágrimas limpem o coração da morbidez do ódio e ensinem o homem a participar da dor dos desvalidos.
 Suas lágrimas são as lágrimas do nazareno!
 Rezo para que toda a tua arte, todo o teu ensinamento e todo o teu viver já se torne hoje um profundo aprendizado para todos nós. E as gerações futuras aprenderão da riqueza deixada por ti em forma de poesia, arte e vida que a tristeza e a pobreza são nada mais, nada menos que uma profunda lição de amor e igualdade.
 A tua melodia tem que ter o poder de tirar o ser humano da mesmice!
 A tua harmonia e poesia têm de levar o homem a participar dos salmos de glória e da sabedoria eterna.
 Tua arte tem de levar a alma a buscar o significado do mistério que o céu contém.
 Quando compuser, amigo poeta, busque saber o que cantam os pássaros e o que sussurram os riachos. E que em tua arte esteja contido o murmurar das ondas que, vagarosa e suavemente, beijam as praias.
 A ti eu imploro: Nos impressione mostrando em tua arte que tu compreendes o que diz a chuva quando ela cai sobre as folhas das árvores.
 Que teus ouvidos de artista possam ouvir o que a brisa confessa às flores do campo.
 Que tuas letras, músicos cristãos, nos descrevam o que a alma e a natureza conversam entre si!
 Ao meu ver, somente os artistas de Deus possuem o dom de transformar em canção o que a Sabedoria Eterna fala numa linguagem tão misteriosa.
 Tua poesia não pode ser uma poesia qualquer; ela tem de ser filha da alma e do amor!
 Nenhum poeta descreve melhor o sonho do coração humano como o poeta cristão.
 Que tu sejas o inspirador de poetas, de compositores e dos grandes realizadores.
 Faça com que a arte sacra seja vinho do coração e que nos faça regozijar num mundo de sonhos.
 Que tua obra encoraje guerreiros e fortaleça as almas.
 Que o teu viver mostre ao mundo que existe um mar de perdão e de ternura em que podemos mergulhar.
 Que tuas melodias nos revelem que existe um lugar onde podemos descansar nossos corações e almas.
 E aos músicos em particular em peço: Que tua música nos ensine a ver com os ouvidos e a ouvir com os corações.
Do eterno aprendiz de poeta,
Dalvimar

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18th junho 2008

Pirataria

A pirataria de CDs ou músicas na internet é vista, hoje em dia, com naturalidade. Os que preferem comprar o CD em vez de baixar uma música ou um disco inteiro são considerados otários.

É como se as empresas e os profissionais que produzem tudo isso não precisassem de remuneração. Essas pessoas muitas vezes são até rancorosamente acusados de gananciosos. Só que, naturalmente, no dia em que a pirataria for regra geral, ninguém mais vai escrever, compor, gravar ou produzir coisa nenhuma. Músicos, produtores, engenheiros de gravação, técnicos de áudio, compositores e tantos outros profissionais vão ter que procurar algum outro emprego que lhes renda algum dinheirinho.

É como se o banco, a quem pago para guardar meu dinheiro (não digo o nome porque quem acaba sendo preso sou eu), tivesse um sistema de segurança falho, que permitisse a qualquer pessoa clonar o meu cartão, descobrir minha senha e me “depenar” aos bocadinhos durante meses. Perdão, mas agora tenho que me virar: vou ali pedir uma cesta básica ao vizinho.

Dalvimar Gallo

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18th junho 2008

O Peregrino do amor

O homem que nos ensinou que a cruz é uma escola, que carregando-a aprende-se muito, nos ensinou também que a santidade consiste numa verdadeira renúncia de si mesmo, numa total mortificação das próprias paixões e numa perfeita conformidade com a vontade de Deus.

Ele ensinou ao mundo com o próprio corpo que os santos consideram como presentes as doenças e as dores que Deus lhes manda, que não há jamais um amanhã a não ser que exista um hoje, que não há lugar na mesa de um cristão para quem gosta de criticar os outros.

E quantas vezes cobrou, mostrando que se alguém pode ser melhor do que é, evidentemente ainda não é tão bom como deve.

Ensinou também que o homem é um mendigo de Deus, um pobre de Deus, que o Senhor tem sede de nós e que devemos ter sede dele.

Mostrou que, assim como os olhos não podem ver sem a luz, o homem não pode fazer o bem sem a graça, que não devemos ter medo, que a grande ciência do cristão é reconhecer que nada é e que nada pode.

Acima de tudo, ele ensinou que a oração é a chave que nos abre as portas do céu.

Esse foi e sempre será João Paulo II. Esse foi e sempre será o peregrino do amor.

Dalvimar Gallo

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18th junho 2008

PAI NOSSO

Pai Nosso…
Pai de todas as pessoas da terra…
… que estais nos Céus, santificado seja o vosso nome.
… que está nas casas, nas nossas famílias e em todo lugar, sobretudo nas pessoas mais humildes, nas que estão num leito de um hospital, nas prisões, nos asilos e creches e nos mais abandonados por nós.

Venha a nós o Vosso reino,
A nós e aos quatro cantos da terra.

seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu.
Quero corresponder sinceramente aos seus anseios de Pai
e ser o filho que você gostaria que eu fosse.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje.
Se estou doente, você permanece ao meu lado. Se estou carente, recebo seu abraço.
Se me sinto triste, você me abraça. Se fico feliz, você ri comigo.
Momentos bons, momentos ruins…
E em todos eles é você quem está presente ao meu lado… Sempre!

Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido…
Descobri um Pai quando menos esperava: um Pai que ganhou um filho na infância, na adolescência, na juventude, na maturidade e na velhice.
Mas que, apesar de não ter trocado minhas fraldas, acompanha meus passos e torce por mim.

… e não nos deixeis cair em tentação,
Na tentação de cruzar os braços, enquanto tantos problemas acontecem ao mesmo tempo.

mas livrai-nos do mal.
Só em saber que você está por perto, me sinto feliz. Essa alegria não é passageira, porque eu lhe adotei como Pai, tendo a certeza de que você também me quis como seu filho.

Amém.

Dalvimar Gallo

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18th junho 2008

Dalvimar Gallo anuncia carreira solo

Depois de 8 anos à frente da banda Anjos de Resgate, o cantor, compositor e produtor musical Dalvimar Gallo está lançado o CD Rezando com um Anjo, primeiro trabalho solo da carreira.

Em entrevista, o músico falou sobre o novo projeto, que tem ares celebrativos. Prestes a completar quatro décadas de vida, Dalvimar explicou que o número 40 na Bíblia tem um significado de recomeço, de final de um ciclo e preparação para o início de um novo tempo. O artista também falou sobre a carreira, a família e a história do Anjos de Resgate.

– Como surgiu essa idéia de gravar um CD solo?

Dalvimar Gallo – A idéia surgiu de uma conversa de amigo, entre eu e o Marcos Pavan, em que pensei em dar esse trabalho como um presente para as pessoas. Um presente que fosse diferente do Anjos de Resgate. Um presente com o qual também eu poderia estar resgatando algumas canções que são muito boas, na minha opinião, e que acabaram não sendo muito trabalhadas no repertório dos shows da banda.

- Com esse trabalho solo você assume uma missão paralela à do Anjos de Resgate? Fala um pouco sobre esse novo tempo.

Dalvimar Gallo – Desde o início, o Anjos de Resgate tem sido maravilhoso para mim. É fantástico fazer parte dessa missão de amor. Quantos não foram libertados, curados e alimentados pela palavra? Saber que faço parte de uma coisa grandiosa, que leva as pessoas para o céu não tem preço.
O Anjos de Resgate é uma missão. E agora, com esse trabalho solo, sinto-me enviado pelo Anjos para uma outra missão, porque Deus sempre multiplica os talentos. Novos frutos vão surgir e eu fico grato a Deus por me fazer um novo chamado, para que as pessoas possam usufruir de mim de outra forma.

- Por que o título Rezando com um Anjo?

Dalvimar Gallo - Isso não quer dizer que eu seja o anjo aqui. Mas meu desejo é que as pessoas retomem o hábito de rezar com seu anjo. Que não esqueçam de que ele existe e está ao seu lado 24 horas por dia. Espero que o CD remeta muitos a esse hábito novamente. Se rezar comigo, estaremos rezando com um anjo. Se rezar sozinho, também. E assim estaremos rezando juntos com um anjo.

– Como foi a escolha do repertório?

Dalvimar Gallo – Sentei com outro grande amigo meu, o Netinho, da banda Dr. Ignis, e juntos selecionamos 13 canções. São 8 músicas gravadas pelo Anjos de Resgate, que são bem conhecidas do público, mas foram pouco trabalhadas nos shows. Também escolhemos 3 composições minhas que foram sucesso na interpretação de outros artistas: A Chave do Coração (gravada por Adriana), Fã de São José (sucesso na voz de Laércio Oliveira) e Sacramento da Comunhão (que divido a autoria com o Diácono Nelsinho Corrêa e Ana Lúcia). Completando o CD, 2 canções inéditas: Misericórdia e Espírito Santo Defensor.

- Fala um pouco sobre as músicas inéditas do CD.

Dalvimar Gallo - Na música Misericórdia, é como se eu estivesse de um lado da ponte, com minhas sujeiras, meus restos, meus pecados mais graves. Então eu clamo a misericórdia e Deus vem e me ajuda a atravessar essa ponte, deixando para trás toda a sujeirada. Fico até olhando. E quando Deus percebe meu olhar para trás ao acabar de atravessar, ele, com apenas um dedo, destrói aquela ponte para que eu não consiga voltar mais atrás. E me faz seguir em frente.

Na música Santo Espírito Defensor, Deus preenche todo o vazio que ficou em mim ao atravessar aquela ponte. E faz mais: ele vem me ensinar que quando falamos do Deus Amor, é ao Espírito Santo que estamos nos referindo, pois Deus Pai é o amante, Deus Filho é o amado e Deus Espírito Santo é o amor com o qual o Pai ama o Filho e a nós também.

- Qual a importância de um trabalho solo nesse momento da sua vida?

Dalvimar Gallo – Bom, este ano estou fazendo 40 anos. Para mim é uma data muito especial e não quero que passe em branco. Por isso resolvi começar vivendo meus 40 anos dando um presente especial para o público.

Na Bíblia, o número 40 tem um significado especial: as chuvas do dilúvio duraram 40 dias e 40 noites; Moisés esteve por 40 anos no Egito, 40 anos em Midiã, tinha 40 anos quando foi chamado por Deus, ficou 40 dias no Monte Sinai até receber as tábuas da Lei e conduziu o povo de Israel pelo deserto durante 40 anos; Jesus jejuou 40 dias no deserto, antes de iniciar sua vida pública e esteve com os discípulos por 40 dias após a ressurreição.

Enfim, nos meus 40 anos, quero que Deus esteja presente e quero que isso reflita nas minhas canções e na vida das pessoas. Acho que é isso.

- Chegar aos 40 é um fato bem emblemático. Especialmente para você, que celebra 40 anos de um milagre, não é isso? Conta para a gente essa história.

Dalvimar Gallo – É verdade, eu sou fruto de um milagre. Minha mãe tinha o que os médicos chamam de um útero infantil e que também era cheio de miomas, por isso não podia engravidar. Ela e meu pai rezaram muito e fizeram promessa a Nossa Senhora Aparecida. Até que um médico conhecido havia ido à Alemanha e trouxe de lá três injeções para tentar realizar um tratamento. Bastou a primeira injeção e ela já engravidou. Por isso, fui consagrado a Nossa Senhora quando ainda estava no ventre da minha mãe.

Nasci de 8 meses e passei por cirurgias para corrigir a garganta, o sistema auditivo e as vias nasais, que ainda não estavam totalmente formados. Quando eu tinha mais ou menos uns 5 anos de idade, ela precisou tirar o útero e os médicos não conseguiam entender como ela havia conseguido gerar uma criança até o oitavo mês e não acreditavam como eu havia crescido sem seqüelas.

- Interessante que as cirurgias que você precisou fazer quando nasceu foram exatamente naquilo que você utiliza bastante no seu trabalho na música: a audição, a voz e a respiração. Como foi esse início da tua vocação musical?

Dalvimar Gallo – Quando ainda era bem pequeno, eu gostava de ouvir o meu avô tocar acordeom. A gente ia para a roça e ficava ouvindo ele tocar. Depois de tanto trabalho, a diversão era aquilo.

Quando eu tinha uns 9 anos, vi meu primo tentando aprender violão. Só de ver ele tentar, tinha certeza de que eu conseguia fazer aquilo. Um dia eu peguei o violão escondido e consegui. Quando eu percebi que tinha jeito para a coisa, pedi um violão ao meu pai, que comprou um violãozinho simples, Tonante.

Pouco tempo depois, aprendi as músicas da Igreja e comecei a tocar. Minha estréia foi numa missa de Natal. O grupo que ia tocar não pôde ir e meus primos, que participavam das pastorais, perguntaram se eu tinha condição de tocar. Respondi que sim e não parei mais.

- Você também tem uma história de sucesso na música secular. Como você partiu para essa carreira?

Dalvimar Gallo – Quando eu tinha 12 anos, fui convidado para tocar numa banda de baile e comecei, já muito cedo, a trabalhar e colocar comida dentro de casa com a música. Com isso, acabei me afastando um pouco da Igreja, pois nos finais de semana trabalhava na banda. Mas mesmo assim continuei tocando nas missas durante a semana.

Depois de muitos anos tocando, acabei conhecendo muita gente. Trabalhei com grandes produtores, grandes artistas da MPB, aprendi muito. Até que, nos anos 90, formamos a banda Dallas Company e lançamos o nosso primeiro disco. Foi um grande sucesso. Foi um tempo em que provei do sucesso, do dinheiro e da fama.

- Diante da carreira de sucesso que você estava trilhando, como foi a decisão de largar tudo para ser um missionário?

Dalvimar Gallo – Bom, a última faixa do CD do Dallas era uma música cristã. Por causa disso, o disco acabou chegando nas mãos do Dunga. Como estava para acontecer o primeiro Rodeio com Cristo, na Canção Nova, alguém passou o meu telefone e ele começou a me ligar, dizendo para eu largar tudo e ir para Cachoeira Paulista viver só de música católica. Eu achei um absurdo o que ele estava falando e bati o telefone na cara dele (risos).

Só que aquilo foi uma sementinha, que ficou incomodando, me levando a perceber as coisas que precisavam de mudança na minha vida. Passei o ano de 98 quase todo em crise. Até que no final do ano, quando a banda estava no auge do sucesso, prestes a lançar o segundo disco, com a música, eu e minha esposa recebemos um chamado de Deus.

Eu e a Lela vínhamos rezando por tudo aquilo, um dia veio a passagem de Colossenses 4,17, que diz: “Veja bem o ministério que recebeste e usa-o todo em nome do Senhor”. Ficamos muito felizes, demos pulos de alegria pela casa e a partir daquele dia largamos tudo.

Ninguém da banda entendeu nada. Doei a parte financeira e de direitos autorais do grupo e também abri mão da propriedade do nome da banda. Ali se concretizou uma palavra do apóstolo Paulo: “Tenho tudo em conta de esterco” (Fil 3,8b). Todo o sucesso e o aporte financeiro que alcancei com a banda não valiam mais nada diante do chamado de Deus.

- Essa decisão radical gerou o ministério Anjos de Resgate. Como foi esse início?

Dalvimar Gallo - Em 1996, eu e mais algumas pessoas começamos um trabalho de recuperação de dependentes químicos. Nessa época, cuidávamos de 40 pessoas. A obra estava crescendo, mas não tinha um nome.

Certo dia, um dos recuperandos pediu para ter uma reunião com o conselho do grupo. Ficamos preocupados, achando que fosse algum problema. Na reunião, ele disse: “em nome de todos os recuperandos, venho aqui dizer que vocês são anjos na nossa vida, nos devolveram à sociedade, à vida, às nossas famílias. Vocês são anjos de resgate em nossas vidas”. Daí surgiu o nome do grupo.

Em 1999, eu e Marcos Pavan tivemos a idéia de fazer um CD para ajudar financeiramente a obra. Quando o disco ficou pronto, Adriana estava em Colatina. Alguém a levou na minha casa e nos apresentou. Ouvimos as músicas e ela pediu para mostrar o CD para Eraldo Mattos, da gravadora Codimuc. Depois de ouvir o disco, Eraldo ligou na minha casa falou a mim e ao Marcos Pavan sobre um novo tempo de Deus. Isso aconteceu em janeiro. Em fevereiro, eu já estava morando em Cachoeira Paulista (SP). A partir daí começou o ministério de música Anjos de Resgate.

– Deixa uma mensagem para os fãs da banda Anjos de Resgate, que acompanham o trabalho de vocês há todos esses anos e que certamente vão apreciar essa nova missão.

Dalvimar Gallo – A música é um dos instrumentos mais eficazes para a evangelização. Quando ela é bem executada, entra no coração das pessoas e faz morada ali. Quando você ouvir esse CD, tenha certeza de que ele estará levando Deus até você. Baixe a guarda do seu coração e deixe a música levar o Senhor até você e ali fazer morada. Deus quer morar em você.

Mas o primeiro passo, de abrir o coração, é seu. Dê esse passo. E ajude outras pessoas a subirem esse degrau. Mas comece por você. Sempre você primeiro, depois o outro. E mais outro, e mais outro. Quando não podemos mudar o mundo, mudamos nós primeiro. E aos poucos mudaremos o mundo.

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18th junho 2008

Dalvimar Gallo lança CD solo, ouça as músicas no hotsite

Já chegou o CD Rezando com um Anjo, primeiro CD solo do cantor e compositor Dalvimar Gallo, vocalista da banda Anjos de Resgate, lançado pela gravadora Codimuc. Os fãs também já podem ouvir as músicas do disco acessando o hotsite do artista, onde o público poderá ouvir na íntegra as músicas inéditas do CD: Santo Espírito Defensor e Misericórdia. O site traz também informações sobre o disco, wallpapers, fotos e um espaço para contato com o cantor.

Num clima bem intimista, o disco resgata grandes sucessos de Dalvimar Gallo, que faz uma releitura pessoal de canções gravadas com a banda Anjos de Resgate. “São músicas que o público conhece, mas que foram pouco trabalhadas no repertório de shows da banda. Por isso, eu quis revisitá-las e apresentar minha visão pessoal a respeito delas”, diz o músico.

Rezando com um anjo traz ainda composições dele que foram gravadas por outros artistas. Entre elas, A Chave do Coração (Qual é a Chave?), que fez grande sucesso na voz da cantora Adriana; Fã de São José, gravada pelo cantor Laércio Oliveira, da Comunidade Canção Nova, e Sacramento Comunhão, que está no repertório do mais recente CD do Diácono Nelsinho Correa, também da Canção Nova.

Além dessas canções, alguns dos destaques do disco são as faixas Estou Aqui, grande sucesso do Anjos de Resgate, Amigos pela Fé, cantada em grupos de oração, encontros e celebrações de todo o Brasil, Anjos de Resgate, música do primeiro trabalho do grupo, e Momento de Graça, que conta com a participação especial da cantora Dayana.

Fonte: www.codimuc.com.br

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18th junho 2008

Nelsinho Corrêa envia cartas de apoio a Dalvimar Gallo

No último dia 16 de maio, o cantor e compositor Dalvimar Gallo foi presenteado com cerca de 60 cartas. Elas foram enviadas pelo Diácono Nelsinho Corrêa, da comunidade Canção Nova.

Nas cartas, depoimentos e testemunhos da turma de noviços da comunidade, falando sobre as experiências que tiveram ao fazer um retiro na cidade de Lavrinhas (SP), ouvindo as músicas do CD Rezando com um Anjo, primeiro disco solo do artista.

Visivelmente emocionado, Dalvimar falou sobre o gesto do diácono. “Essas cartas me reergueram e curaram de uma maneira que só o Diácono Nelsinho Corrêaa sabe fazer. Eu agradeço profundamente a ele por uma atitude de um ninja. Isso mesmo, te chamo de ninja, porque nunca vi ninguém agir como você, ninguém expressa tamanho carinho como você”, exclamou.

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